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Em torno da mesma mesa

 

A vocação dos leigos maristas de Champagnat
2009-06-06: Comissão Internacional

Traducción: Ricardo Tescarolo

En otras lenguas
Catalan  English  Español  Français  Hungarian  Italiano  

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Em

O câmpus da Universidade Columbia em Nova York é o cenário que Chaim Polok escolheu para seu romance A promessa. O livro conta a história de Reuven Malter, um estudante crítico e pensativo que estuda para ser rabino, e seu amigo Danny Sunders, cujas decisões na vida tinham-no afastado da comunidade judaica hassídica da qual era membro.

À medida que a narrativa se desenrola, Potok convida os leitores a fazerem uma peregrinação com Reuven e Danny, que enfrentam os conflitos que inevitavelmente surgem quando as tradições de sua fé vão de encontro aos valores do mundo dos anos 1950. Embora o autor nunca mencione isso, A promessa é um conto sobre identidade e o caminho que cada um de nós precisa percorrer para construir a sua.

Desde o encerramento do Concílio Vaticano II, muitos leigos e leigas lutam para encontrar um lugar em nossa Igreja, em uma caminhada não muito diferente daquela dos personagens do livro de Potok. E as razões são óbvias. Antes desse histórico encontro, considerava-se que apenas padres, religiosos e religiosas tinham o que se denominava vocação, não tocando a leigas e leigos qualquer chamado específico nesse sentido. Felizmente, quando o Concílio chegou a seu final, essa concepção equivocada foi corrigida, e leigas e leigos, ao menos em teoria, tiveram restaurado seu legítimo lugar na Igreja.

Durante os anos seguintes, muitos esforços foram empreendidos para que fosse esclarecida a identidade do laicato, bem como seu papel e lugar na Igreja. Não importa quanto custe, essa é uma tarefa que ainda precisamos completar. Afinal, os documentos do Vaticano II são bastante claros: a convocação à santidade é universal e, pelo mérito do batismo, cada um de nós deve assumir a responsabilidade pela missão da Igreja, proclamando o Reino de Deus e a sua imanência.

À medida que procuravam esclarecer sua identidade laical nos anos pós-Concílio, alguns Leigos e Leigas identificaram-se com o carisma de uma ou outra congregação religiosa, acolhido por eles como porto seguro. Religiosas e religiosos igualmente tomaram consciência de que os carismas que tinham iluminado e orientado suas congregações durante tanto tempo eram, de fato, dons de Deus para toda a Igreja.

O documento Em torno da mesma mesa - A vocação dos leigos maristas de Champagnat muito contribuirá, creio eu, para o conhecimento que vai sendo construído sobre a vocação de leigas e leigos na Igreja atualmente. O mais importante é que o texto nos ajude a avançar na compreensão mais ampla do importante papel que o laicato marista representa na vida do Instituto e da Igreja e a responsabilidade que partilha com os irmãos para viver o carisma e levar avante o apostolado recebido pela Igreja por mediação de Marcelino.

Elaborado por uma pequena comissão editorial, o texto inclui as reflexões de um grupo muito mais amplo do laicato marista. Seu conteúdo também se fundamenta na experiência cotidiana de leigas e leigos maristas de todo o mundo. Esses elementos propiciam ao texto um sabor internacional especial. Os diversos testemunhos pessoais citados ao longo do documento ajudam o leitor a identificar com mais detalhe os pontos discutidos.

Deus vem claramente estimulando as vocações maristas leigas nestes últimos tempos. Em torno da mesma mesa constitui-se em um manualque ajudará seus leitores a aprofundarem seu conhecimento sobre essa bênção para nossa Igreja e nosso Instituto. Eles terão também a oportunidade de explorar com mais profundidade pelo menos três elementos que caracterizam de modo especial esse modo de vida: seu apostolado, sua espiritualidade e a vida partilhada.

Recomendo que você leia e estude este documento e medite sobre ele, sozinho e com outros. Que seja esta a primeira de muitas publicações escritas por leigos e leigas maristas de todas as partes do Instituto e do mundo. E que seja igualmente uma indicação da vitalidade e viabilidade do carisma que a Igreja e o mundo receberam pela mediação de Marcelino e da qual todos nós retiramos nossa identidade, como Irmãos e como leigas e leigos maristas.

Sou muito grato aos membros da comissão editorial por seu árduo trabalho: Annie Girka (L’Hermitage), Bernadette Ropa (Melanésia), Carlos Navajas (América Central), José María Pérez Soba (Ibérica), Sergio Schons (Rio Grande do Sul) e os irmãos Afonso Murad (Brasil Centro-Norte) e Rémy Mbolipasiko (Afrique Centre-Est). Sou igualmente agradecido a Anne Dooley (Melbourne), que integrou a Comissão durante boa parte de seu funcionamento, contribuindo significativamente com esse esforço, e também a Noel Dabrera (South Asia), que colaborou enormemente com esse trabalho, mas que veio a falecer antes que fosse completado.

Meu agradecimento especial ao irmão Pau Fornells, que conduziu este projeto do início ao fim. Sem o seu empenho, bem como o da comissão editorial, duvido que algum dia este documento tivesse conhecido a luz do dia. Trabalharam com determinação e paciência para cumprir os prazos, reescrever os conteúdos e fazer as revisões. Foi um verdadeiro trabalho de amor.

Obrigado ao irmão Pedro Herreros e aos membros da Comissão do Laicato do Conselho Geral e também aos irmãos Emili Turú, Pedro Herreros, Juan Miguel Anaya e César Henríquez, da Comissão da Missão e Laicato, pelo aconselhamento e apoio permanente que dedicaram às pessoas que se dedicaram ao projeto. Do mesmo modo, agradeço o irmão Antonio Martínez Estaún, Diretor de Comunicação do Instituto, que registrou em fotos o trabalho da Comissão e elaborou o projeto da publicação.

Reuven Malter e Danny Saunders, os dois jovens amigos em torno dos quais Chaim Potok construiu seu romance, fizeram uma longa e desafiadora peregrinação na qual foram construindo sua identidade. Assim também todos nós, que amamos o modo de vida e a missão maristas, fizemos um longo percurso desde o Vaticano II para formar as nossas respectivas identidades, e só agora começa a dar frutos. O documento Em torno da mesma mesa - A vocação dos leigos maristas de Champagnat é um dos exemplos desse fato. Que ele possa enriquecer seu conhecimento sobre a vida e a missão maristas e encorajar sua fé.

Com minhas bênçãos e afeição.

Seán Sammon, fms - Superior-Geral
Roma, 6 de junho de 2009 - São Marcelino Champagnat


Formaram parte da comissão:

Os leigos

  1. Anne DOOLEY (Melbourne)
  2. Annie GIRKA (Hermitage)
  3. Bernadette ROPA (District of Melanesia)
  4. Carlos NAVAJAS (América Central)
  5. José María PÉREZ SOBA (Ibérica)
  6. Noel Dabrera (Sri Lanka)
  7. Sérgio Luis SCHONS (Rio Grande do Sul)

e os irmãos

  1. Afonso MURAD (Brasil Centro Norte)
  2. Pau FORNELLS (diretor do Secretariado dos Leigos)
  3. Rémy MBOLIPASIKO (East Central Africa)
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