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Adesão, compromisso, vinculação e pertença de leigos ao instituto e / ou ao carisma marista

 

2009-05-15: Juan Miguel Anaya, FMS | Pau Fornells, FMS


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INTRODUÇÃO

 

Este documento pretende ser um aporte conjunto da Procuradoria-Geral e do Secretariado de Leigos do Instituto dos Irmãos Maristas sobre a reflexão de um tema eclesial[i], que se apresenta extremamente importante para o futuro do carisma marista: a adesão, o compromisso, a vinculação e/ou a pertença de leigos[ii] ao Instituto ou a uma estrutura eclesial mais ampla, originada pelo carisma fundacional[iii] de Marcelino Champagnat.

O XX Capítulo Geral (2001) recomendou ao atual Conselho-Geral: Estudar as diversas formas de pertença ao Instituto e permitir aos leigos, de acordo com os Provinciais e seu Conselho, viver (ad experimentum) diversas formas de compromisso marista. A partir dessas experiências, o Conselho Geral cuidará de estabelecer o quadro jurídico que permitirá, eventualmente, tomar uma decisão a este respeito, no XXI Capítulo Geral[iv].

Expressões parecidas, que têm a ver com essa vinculação e pertença, se repetem na mesma mensagem capitular[v] e, com mais força ainda, na mensagem final da Assembléia Internacional da Missão Marista, escrita em Mendes (Brasil), em setembro de 2007[vi]. Foi neste último encontro, em que também se falou não só de uma pertença ao Instituto, mas de novas formas de vinculação ao carisma marista[vii].

Apesar dessa insistência, durante os anos que se seguiram ao XX Capítulo Geral, não foram dados no Instituto muitos passos a respeito, principalmente porque, previamente, cumpre desenvolver uma tomada de consciência do que supõe o compromisso pessoal dos leigos com o carisma fundacional marista, segundo Marcelino Champagnat. A adesão a um carisma pressupõe um dom de Deus, recebido conscientemente, e isso não se dá sem um processo de discernimento, que inclua, entre outros, estes passos: informação, convite, acolhida, formação, acompanhamento, confirmação da vivência do carisma, compromisso, estruturas iniciais que permitam a vivência dessa vocação marista laical, etc.

Por outra parte, parece difícil que se dêem formas de vinculação jurídica, em nível de Instituto, se antes não se desenvolveram experiências concretas nas Unidades Administrativas (UA). Os próprios leigos maristas, uma vez conscientes do dom recebido (carisma), procurarão a melhor forma de articular-se e vincular-se ao Instituto e/ou ao carisma marista.

Tratando-se de uma vinculação ao Instituto, Irmãos e Leigos deveremos detalhar as novas estruturas jurídicas que afetem as duas partes, pois não é algo que possa fazer-se unilateralmente. Se os leigos decidem caminhar para uma vinculação somente com o carisma de Champagnat, serão eles mesmos que deverão detalhar sua própria estrutura organizativa para encarnar uma nova expressão do carisma. Nesse caso, a Igreja deverá referendar que se trata do carisma marista de Champagnat.

A Administração-Geral do Instituto pode encaminhar uma reflexão que ajude a entender o que pode supor uma adesão, compromisso, vinculação e pertença ao Instituto dos Irmãos ou a outras novas estruturas que encarnem o carisma fundacional marista. É isso que pretendemos com este aporte, sabendo que não é definitivo, mas que precisará de muitas outras reflexões, antes que consiga plasmar-se concretamente em novas realidades maristas, segundo o coração de Champagnat. Mais um desses aportes virá com a publicação do documento Ao redor da mesma mesa. A vocação dos Leigos Maristas de Champagnat, a ser publicado em breve.

Iniciaremos com breve relato histórico sobre a caminhada do laicato em relação às Ordens e Institutos de Vida Consagrada (VC) depois do Concílio Vaticano II (cap. 1). Faremos o mesmo com a história jurídico-canônica da VR (cap. 2), que nos permitirá  outra perspectiva do caráter evolutivo (dinâmico) das instituições nascidas de um carisma fundacional. Em continuação, apresentaremos diversas experiências, já existentes, de compromisso e vinculação marista (cap. 3), bem como diferentes possibilidades de futuro do laicato marista em relação com o carisma de Champagnat (cap. 4), e terminaremos com algumas recomendações ao próximo Capítulo Geral e às diversas UA (cap. 5).



[i]É um tema não somente dos Irmãos Maristas, mas que se coloca hoje, de uma maneira ou de outra, em quase em todas as instituições de vida consagrada. O Próprio Magistério da Igreja anima a aprofundar dita reflexão e promover experiências a respeito: Exortação apostólica “Vita Consecrata (1996), 54.2, 55.2; documento da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica Partir de Cristo (2002), 31; documento da Congregação para a Educação Católica, Educar juntos na escola católica, 28-29.

[ii]Em todo o documento empregaremos a palavra leigos para expressar a realidade dos dois gêneros: leigos e leigas.

[iii]Utilizaremos a expressão carisma fundacional no sentido que lhe dá Antonio Botana, FSC, em: Compartir carisma y misión com los laicos. La familia evangélica como horizonte, Caderno 62 da coleção Frontera-Hegian, Victoria, 2008. O carisma fundacional, pertencente à Igreja, deve distinguir-se da sua concreção histórica num determinado instituto de vida consagrada; em nosso caso, o Instituto dos Irmãos Maristas. O carisma fundacional está aberto a todos os estados de vida; pelo contrário, seu projeto histórico de vida religiosa se entronca com outro carisma, o da vida consagrada. Ao longo deste documento, quando se falar de carisma ou carisma marista, terá este sentido particular, e não o de carisma fundacional aplicado à VC dos Irmãos.

[iv]XX Capítulo Geral: Escolhamos a vida, 47.3

[v]XX Capítulo Geral: Escolhamos a vida, 30, 44.7 e 47.5

[vi]Documento de Mendes: 1.6, e especialmente, toda a 2.ª chamada: Maristas de Champagnat em parceria.

[vii]Documento de Mendes: 2 Vocação - 3

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