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Basilio Rueda - 1997



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O Ir. Basílio Rueda Guzmán, nascido no ano de 1924 em Acatlán, Jalisco, México, foi Superior Geral do Instituto Marista (1967-1985). Morreu em Guadalajara, México, no dia 21 de janeiro de 1996.

A idéia que o Ir. Basílio teve sobre Marcelino Champagnat vai muito além dos dados que nos proporciona a história. Ele a interpretou de uma forma atualizada e comprometida com o mundo moderno. No encerramento do Ano Champagnat, em La Valla, no dia 6 de junho de 1981, falou da seguinte maneira:

“Com muita satisfação aceitei o convite para falar de meu Pai Fundador... porque um marista se sente aqui como em sua própria casa. Dir-se-ia que existe uma espécie de empatia amistosa entre o carisma marista e esta população.

Pode-se falar de duas maneiras da vida de um homem: apoiando-se em dados cronológicos ou considerando sua história profunda, a que descreve o projeto fundamental de Deus sobre ele e o sentido de sua vida. O tema será dividido em dois pontos: quem foi o P. Champagnat e o que nos diz hoje.

QUEM FOI O P. CHAMPAGNAT?

Um homem que soube escutar dinamicamente e com eficácia os apelos de seu tempo, de seu meio e de seu mundo.

No coração aflito do P. Champagnat ressoaram as vozes da ignorância religiosa, com aquela série de bloqueios, inibições, frustrações pessoais e sociais que tudo isso comporta.

A seus ouvídos chegou o clamor de uma pedagogía deficiente, isto é, de algumas formas pouco adequadas de aproximar-se das crianças e jovens, com as seqüelas de lesões e fracassos educativos que isso implica.

Marcelino levou em conta o clamor da marginalização rural. Soube ver as necessidades e entregou-se de corpo e alma para remediá-las.

Champagnat soube multiplicar sua resposta... foi o eco daqueles que seriam seus discípulos, de seus companheiros da Sociedade de Maria e das autoridades civis.

Como profundo conhecedor da vivência espiritual, soube perscrutar os corações e adivinhar, com toda a clareza, o murmúrio de Deus na alma dos jovens, para transformá-los em colaboradores de sua apaixonante aventura.
Enfim, Marcelino Champagnat soube formar seus discípulos e que discípulos! Se se considera a matéria-prima de que se serviu, deve se convir que os resultados não poderiam ser melhores: com jovens camponeses, semi-analfabetos, conseguiu em poucos anos e ainda mais, sem recursos financeiros, pessoas intuitivas da pedagogia e educadores que se fizeram apreciar em todos os municípios.

Marcelino fez surgir uma nova pedagogia. Nova, mais pela cordialidade que manifesta do que pelos elementos novos com que contribui, mas sem menosprezar a estes.

Uma pedagogia que põe o coração em sintonia com o transcendente: que torna possível o viver na presença de Deus, na amizade com Jesus, numa relação filial com María, e tudo isso, com tanta naturalidade, que até esses seres vivos invisíveis fazem parte da vida das crianças.

Essa pedagogia formava muito mais no amor ao bem e aos valores, do que pelo temor ao pecado.

Formava, também, o sentido do social. A preocupação para formar bons cidadãos e colaboradores abnegados nas tarefas sociais, era permanente em Marcelino Champagnat. A preguiça e o egoísmo não têm direito de cidadania na pedagogia marista.

Os meios para atingir esses objetivos são ao mesmo tempo simples e muito eficazes: a presença contínua, um amor profundo e ordenado, solicitude, paciência e confiança, previsão, vida compartilhada, bom exemplo, acolhida... e sobretudo uma atitude paradoxal: as crianças difíceis, as que sofrem, as que têm dificuldades de aprendizagem, são as que devem encontrar no educador marista mais atenção e ternura.

Marcelino Champagnat foi um homem que teve um profundo sentido de Igreja e também soube comunicá-lo. Como é difícil fazer a síntese e manter o equilíbrio! A dialética nos torna indecisos e ficamos à mercê de um movimento pendular.

O QUE NOS DIZ ESSE HOMEM HOJE, NA ATUAL SITUAÇÃO?

Num mundo onde surgem incontáveis apelos, tais como o clamor da fome, da violência, da injustiça, da droga, do desemprego... num mundo em que muitos de nossos contemporâneos se sentem fartos de bens materiaIs e insatisfeitos, por sua dependência passiva frente ao paternalismo de certos governos que destroem neles o sentido da iniciativa, ESSE HOMEM NOS FAZ PROFUNDOS CHAMAMENTOS À AÇÃO.

Limitando-se ao problema da fome e citando um só caso, basta recordar os recolhidos em campos de refugiados que, em meio a incontáveis sofrimentos, esperam ser acolhidos por algum país hospitaleiro... é necessário que haja pessoas chamadas a dar uma resposta concreta em face das graves dificuldades existentes. No presente caso, por parte dos educadores, a ação consiste em conscientizar os jovens e prepará-los para que nasça neles um espírito que os mova a resolver os problemas.

Num período não só de pobreza, mas também de empobrecimento e de pauperização, é preciso dar uma resposta contundente ao desafio que nos lança a atual situação. Sobre esse ponto, Champagnat teria sido muito enérgico para levantar a voz contra a postura de uma sociedade que se descristianiza progressivamente e, a julgar pelas aparências, de uma maneira irreversível. O P. Champagnat pediria para que todos nos armássemos de fortaleza para recomeçar a evangelização do mundo, retornando às fontes, de tal forma que o mundo possa ver a glória de Deus resplandecente no rosto de Jesus Cristo.

Nos albores de uma era planetária e quando as formas atuais da sociedade, tanto no Leste como no Oeste, estão em crise, mais ainda, em colapso eminente; quando a inflação da informação e da conscientização oferecem uma flagrante e dolorosa desproporção com a realidade, há um perigo ainda mais grave que nos aguarda: ‘O perigo de ver nascer uma sociedade de pessoas que digam a Deus: Não temos necessidade de Ti para sermos boas e para organizar nossa história’. Diante dessa situação ‘Devemos ser o Champagnat, coletivo que se mobiliza com bravura para enfrentar semelhantes situações’.

Ser fiel a Marcelino é ser fiel à profunda convicção de que as situações lastimáveis do mundo nos comprometem a dar uma pronta e corajosa resposta”.

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