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Movimento Champagnat da Familia Marista

 

H. Charles Howard
15/10/1991 - Vol. XXIX, n. 7
Circular

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Estimados amigos,

Pode ser que alguns estranhem ao verificar que esta circular é também dirigida aos “amigos” e não somente aos “irmãos”. À semelhança das demais, a presente visa os membros do Instituto, mas pode ser lida pelos leigos. A estes peço compreensão, dado que escrevo sobretudo para os Irmãos, e sobre assuntos que dizem respeito à vida deles. Espero que o leitor tire algum proveito do que aparecer nestas paginas.

Em primeiro lugar, permitam-me expressar meu contentamento com as reações que a circular: “ Semeadores de Esperança”, provocou. No decurso de recente visita 8o Irmãos do Centro de Espiritualidade Marista de l'Escorial, perto de Madrid, um deles perguntava-me alguns sinais de esperança que eu percebia agora no Instituto. Passo a abordar esse assunto em poucas palavras:

Uma das características dos homens e mulheres de esperança é que eles vibram perante qualquer sinal positivo de esperança que desponte em seu redor. Alguns desse sinais podem ser dramáticos, mas na maioria das vezes, trata-se de fatos banais. Há pouco tempo, ficamos estupefatos e repletos de esperança pouco comum em face das mudanças repentinas sobrevindas na Europa Oriental e na URSS, com o triunfo do espírito humano desembaraçando-se das cadeias da escravidão.

Vemos, todos os dias, em volta de nos tantas coisas lindas, às vezes heróicas, na vida de muitas pessoas; mas a triste realidade é que também presenciamos sinais de egoísmo e tantas manifestações de fraqueza humana que facilmente podemos perder a capacidade de ver a bondade e o bem. Detenhamos-nos apenas para considerar, por exemplo, os sacrifícios das mães em favor das crianças, a dedicação dos pais em relação aos filhos especialmente dos excepcionais, a ternura e os cuidados que os filhos demonstram para com os pais enfermos ou avançados em anos e verão que existem razoes para esperar, mesmo em nosso ambiente.


Mais perto de nós, em nós, em nossas vidas, todos temos sinais de ação divina. Se formos verdadeiros homens de esperança, veremos esses sinais, não apenas quando são perceptíveis ou aparecem “Uma vez na vida, mas os que constituem a trama de nossa existência cotidiana. E quanto mais orantes formos, mais capazes seremos de dar-nos conta desses sinais. É a razão pela qual, como já afirmei alhures, a Revisão do dia pode tornar-se para nós oração tão útil. Ao refletir cada dia, sobre os acontecimentos que se produziram em mim e em volta de mim, ao volver minha atenção, não tanto sobre meus defeitos e falhas, mas sobre como Deus esteve presente em mim, de modo discreto e atento, posso achar inúmeras razoes de lhe dar graças por tanto amor e bondade e de estar repleto de esperança pelos benefícios que me concederá no dia de amanha.
Neste momento de nossa história, temos perante nós, creio, dois sinais de esperança muito especiais e de grande alcance para o Instituto dos Irmãos Maristas.
Um desses sinais foi encontro de um grupo de senhoritas que se sentem chamadas a se tornarem religiosas seguindo a espiritualidade de Marcelino Champagnat. Em anos anteriores, como sem duvida estão a par, encorajávamos essas jovens a seguir o apelo à vida Marista e as orientávamos para as irmãs Maristas e as irmãs Missionárias da Sociedade de Maria ou outra congregação, conforme a possibilidade.
Contudo, o que constitui a particularidade do apelo que sentem é o atrativo especial que sobre elas exerce o carisma de Marcelino Champagnat e seu desejo de viver segundo esse carisma. Na verdade, estão apenas no início do discernimento que estão fazendo para descobrirem onde Deus as quer conduzir; no entanto, devemos nos alegrar pela esperança que reside na convicção de que essas vocacionadas foram tocadas pelo carisma de Champagnat e pelo desejo de vivê-lo no quadro de vida religiosa. Seu desejo e entusiasmo são, para nós, fonte de encorajamento no sentido de vivermos o mesmo carisma com maior profundidade e generosidade.
O segundo sinal especial de esperança concerne outra modalidade de partilha de nosso carisma; quero falar do lançamento do Movimento Champagnat da Família Marista. Trata-se também de um acontecimento muito importante e motivo de grande alegria. Chegamos a isso após madura reflexão e sem precipitação, em resposta a um apelo que nos chega, cada vez mais claramente, de numerosas partes do mundo.
Afigura-me o espanto de muitos dos Irmãos, quando, pela primeira vez, ouviram falar do Movimento Champagnat, perguntando-se quais os objetivos que pretendia e, sobretudo, para quê? Seria querer imitar outras congregações como os Franciscanos ou os Dominicanos quem têm Ordens Terceiras já centenárias? Ou ainda criar um ramo similar à Ordem Terceira de Maria dos Padres Maristas? Talvez um jeito de achar colaboradores para nossas escolas ou missões? Mesmo se as motivações e os objetivos fossem inteiramente espirituais, em que iria dar esse Movimento? Irfamos nos associar leigos à vida e às atividades de nosso Instituto? Com o andar do tempo, não iriam ter, de alguma maneira, voz no Capítulo? Algumas dessas indagações podem já estar ultrapassadas, mas não é impossível que tenham aflorado ao espírito e aos débitos de alguns.
É a razão pela qual, parece-me de muita importância, ao falar do Movimento, colocar o enfoque sobre o fato de que ele representa, não algum arranjo para compensar a diminuição dos efetivos da congregação, mas antes resposta a um apelo, um chamado muito clara que se dirige não apenas aos leigos, mas a nos, os Irmãos Maristas.
Esse apelo nos chega desde vários anos. Nos o ouvimos da boca da própria Igreja, que pouco a pouco atinge um conhecimento mais clara do papel dos leigos; esse apelo vem-nos de numerosos amigos, inclusive pais, colaboradores, alunos, antigos alunos e famílias. Dizem-nos do atrativo que sobre eles exercem os ensinamentos e a espiritualidade de Champagnat e quão útil é essa espiritualidade na vida dos cristãos de hoje, no seio da Igreja e na vida social.
Parece-me também perceber claramente outro apelo da Igreja, sob a forma de uma tendência para a constituição de pequenas comunidades cristas ou células de Igreja. Tais células são conduzidas pelos leigos e revestem diversas modalidades, embora tenham todas a mesma intenção de participar, de maneira responsável, na missão da Igreja de difundir a Boa Nova e renovar a sociedade.
Apesar das limitações, nossos esforços para viver a vida crista, seguindo a espiritualidade de Champagnat, têm para muitas pessoas que nos conhecem, nos admiram e nos querem bem, alguma coisa de atraente e constitui uma resposta para sua busca de uma vida cristã mais plena. É bom lembrar-nos disso, às vezes.

Nas paginas que seguem tentei resumir brevemente alguns acontecimentos recentes da vida da Igreja, a experiência realizada pelos institutos religiosos e mais particularmente pelo nosso.
Expliquei o que significa o Movimento Champagnat da Familia Marista: o que requer de nos e dos leigos que se associam.

Ficou claro, em anos recentes, um apelo vindo do Espírito Santo, apelo esse que exigia resposta generosa. Sei muito bem que os apelos requerem tempo e energias e que toda a gente não é feita para não importa que mister; contudo, estou certo de que, em cada província, um bom número de Irmãos sentira o atrativo para servir nesse apostolado particular. Sem duvida, isso vai exigir tempo e esforço além das outras obrigações, mas ouso pedir mais este empenho porque estou convencido de que, reconhecendo-o obra de Deus, saberão atender com generosidade.

Quando Marcelino Champagnat começou a responder à vocação, estava totalmente comprometido com o ministério paroquial que o absorvia, nos diz o biografo, de dia e de noite. No entanto, deixou-se conduzir pelo Espírito, convencido de que Deus lhe indicaria o que deveria fazer, o momento e a maneira de fazê-lo, e que lhe daria a força e as luzes necessárias ao longo da caminhada. Não hesito em dizer que o mesmo nos sucedera, porque se trata de um novo apelo lançado à geração atual dos Irmãos Maristas.

Uma vez mais, almejo de todo coração que os leitores desta circular, os leigos amigos possam achar pelo menos algumas passagens que lhes sejam úteis e os ajudem na pesquisa da vontade de Deus a respeito de sua vida. Se isso acontecer, sentirme-ei satisfeito. Peço sejam indulgentes, lembrando que estas páginas se dirigem especialmente aos Irmãos e podem não ser, aos olhos de alguns, tão bem detalhadas como quereriam. Isso pode fornecer excelente razão para entrar em contacto com os Irmãos.

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