2022-11-22 QATAR

Catar Marista – Ir. Teófilo Minga

Esse é um poema do Ir. Teófilo Minga, com abaixo alguma explicação. De passagem pelo Catar, quando o país sedia a Copa do Mundo, O Ir. encontrou alguns antigos alunos maristas do Brasil, contexto que gerou esse poema que reproduzimos abaixo.

Na foto, da esquerda para a direita: Patrícia, Ir. Teófilo, Edmar, Ricardo.

Ir. Teófilo Minga, Catar 2022

 

Catar Marista           

Não esperava esta surpresa,
De encontrar um Catar marista!
Que achado, mais cheio de beleza,
Caiu em Doha, sob a minha vista,
Quando fizemos a catequese sobre São José.
Somos maristas, dizem-me, da cabeça ao pé. (1)

 

Encontro a Patrícia. Tão atenta que é,
Antiga aluna do lindo Rio de Janeiro.
Por ali andou na Tijuca, no Colégio São José…
Este foi, para ela, o Colégio Marista primeiro.
Mas andou no São Pedro de Porto Alegre: o segundo.
Formaram-lhe um coração tão grande como o mundo. (2)

 

Encontro depois o amigo e teólogo Edmar,
Do Colégio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém.
Como foi bom para mim, sua sabedoria escutar,
Sabedoria que me trouxe muito júbilo, também.
Conhece, profundamente, o texto sagrado,
Que na Bíblia, pelas melhores razões, quis ser formado! (3)

 

Depois o Ricardo do Colégio São Luis do Maranhão…
Conserva o nome de muitos dos seus professores,
Que lhe formaram a mente, o espírito e o coração,
E os Maristas ficaram, para sempre, os seus amores…
Quisemos até recordar uma professora de história,
Talvez a sua, minha guia por aqui: falhou-nos a memória!

 

Que não vieram, havia ainda duas catequistas …
Viajaram para longe, por este tempo e ocasião.
Os que estão me dizem: somos sementes maristas,
Sementes que cresceram no nosso coração.
O que em nós os Irmãos semearam é o melhor tesouro!
Em nós permanece e vale mais do que todo o ouro.

____________

Ir. Teófilo Minga –  Doha, 21 de novembro de 2022


  • “Catar Marista”: é o correto título para este poema. De facto, vir ao Catar e encontrar alguns antigos maristas, digamos, não estava no meu programa. Estava no meu programa, isso si, fazer um dia de reflexão sobre São José. Foi no decurso desse encontro sobre São José, com os catequistas brasileiros, em Doha, que me foi dado viver essa agradável surpresa. Encontrei três e informam-me que havia mais dois que não puderam vir.
  • A primeira que refiro aqui é a Patrícia. Conhecia da Patrícia bem, o seu passado marista. Uma amizade que já vem de longa data. Ela a sua familia me acolhe em sai casa. Como já me tinha acolhido, em 2018, quando, regressando também das Filipinas, parei, pela primeira vez, em Doha. Conservo as melhores memórias dessa visita de 2018. Para mim foi um encontro muito profundo com esta cidade do deserto. Não sei se a patrícia teve alguma formação para se tornar guia turística. De todos os modos, tive a impressão que descobria Doha, com uma guia profissional. Mas provavelmente pode-lhe acontecer como a mim, que às vezes me apresento como “guia amador” ou menos ainda. Em todo o caso, a mim, o facto de ter sido professor de História, deixou-me alguns conteúdos que tenho aproveitado bem para pôr ao serviço dos meus amigos que me visitam em lugares por onde andei. Recordo Roma, Lisboa, Porto, Nairobi. A Patrícia foi antiga aluna dos Colégios Maristas de São José, na Tijuca, Rio de Janeiro e no de São Pedro, em Porto Alegre.
  • Neste grupinho que veio para a formação sobre São José que partilhei com os catequistas e outros que quiseram vir, encontro o Edmar. Falamos muito, mesmo informalmente, nos intervalos das colocações. E aprendo que tem formação teológica, de grande profundidade. Um bacharelado em Teologia. Nem era preciso que ele me falasse dessa formação. Nota-se nas suas palavras. Uma formação que agora é capaz de pôr ao serviço da Igreja e da comunidade católica de expressão portuguesa de Doha. Como por exemplo na preparação das primeiras comunhões, e na formação dos crismandos. É um saber que lhe serve, evidentemente, para consolidar toda a família na fé cristã, também. E verifiquei que um diálogo com o Edmar, é sempre proveitoso e formador. O Edmar é antigo aluno do Colégio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. E descobrimos até que temos um amigo em comum: o Irmão Francisco Chagas que agora se encontra precisamente em Belém. De passagem, digo, mais uma vez, o meu profundo agradecimento, ao Irmão Chagas pela maravilhosa Introdução que fez ao meu livro sobre Nossa Senhora, Bilhetes para Deus – Uma Meditação sobre Nossa Senhora, Porto, 2003.
  • Depois encontro o Ricardo do Colégio de São Luis do Maranhão. Menciona-me também vários Irmãos que o marcaram a sua formação humana e religiosa. Alguns nomes, eu conheço. Tentamos até lembrar o nome de uma professora de História que foi a minha guia quando visitei a cidade de São Luis do Maranhão. Levou-me até aos famosos lenções de São Luis do Maranhão. Foi uma viagem inesquecível a descoberta dessa cidade e dos seus “lenções” com professora tão dentro da História da cidade e da região. Diz-me até que ao ir de São Luiz até aos “lençóis” devo ter passado na sua cidade ou na cidade da esposa. Fica na estrada entre as duas cidades… E a conversa vai trazendo ao de cima linda memórias do seu tempo de formação nos maristas-
  • Aí estão três pessoas de grande quilate humano e espiritual, graças à formação marista que tiveram. Dizem-me ainda que há mais gente na comunidade, que também teve formação marista, mas que viajaram nesta época. Estes encontros completaram da melhor maneira o encontro que estava centrado em São José, a partir do documento do Papa Francisco, Patris Corde (Com Coração de Pai). Deu-me muita alegria saber que a semente marista que lhes foi oferecida nos Colégios Maristas por onde andaram. De passo, posso dizer, felizmente, que eu conheço os 4 Colégios que mencionam ao referir a sua formação. Foi uma semente que cresceu e os frutos podem agora ver-se na formação humana e espiritual que possuem e no modo como põem essa formação ao serviço da sua familia, em particular, e da sociedade, em geral. Que grande alegria encontrar antigos alunos assim. A formação que lhes foi dada é um tesouro. Uma grande riqueza, portanto. Mas uma riqueza que não guardam para si. Foi-lhe dada. Por sua vez, eles a oferecem aos outros. Uma riqueza onde tudo se passa como no amor. O amor tende a multiplicar-se, dizia um axioma teológico antigo. Vejo que a riqueza que eles acolheram nos Colégios Marista por onde passaram, multiplica-se, também, efetivamente. Deus seja louvado!
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