5 de outubro de 2009 CASA GERAL

02 – 04 de outubro

A eleição dos Conselheiros-gerais foi realizada na tarde de sexta-feira, 2 de outubro, e na manhã do dia 3. Concluído o processo, a página web publicou imediatamente o resultado das eleições. Um dos compromissos específicos do Capítulo é a eleição do Superior-geral, do Vigário-geral e dos Conselheiros. Terminada essa tarefa, deu-se por concluída uma página da agenda. Cabe, agora, passar a um novo tema da história capitular no qual se projete para o mundo marista o que se viveu na sala capitular, durante os dias precedentes. Trata-se de uma mudança de tema nas atividades do Capítulo.

Sentimentos e apreciações

O primeiro encontro, depois da constituição da equipe que governará o Instituto, nos próximos oito anos, serviu para intercambiar nas mesas sobre o estado de ânimo em que se encontra cada um dos capitulares, face à programação que ainda deve ser desenvolvida. As reações provindas das mesas assinalam uma dupla direção, em que se encaixam sentimentos e vivências. Um olhar retrospectivo contempla a etapa vivida, conjuntamente, durante um mês, em Roma. Reina um sentimento de generalizada satisfação pela partilha de vida celebrada com tanta fraternidade. Entre os Irmãos reinam sentimentos de paz e de otimismo e de esperança, face ao futuro. Os Irmãos estão felizes pelo espírito que reinou. Constata-se um bom ambiente, um espírito de fraternidade e de formidável colaboração. O método de trabalho foi excelente. A Comissão central executou um bom trabalho. A internacionalidade foi vivida com intensidade. O estilo de trabalho foi uma descoberta para muitos Irmãos. Foi muito valorizada a importância do diálogo e a metodologia de buscar os acordos por consenso.

Uma outra linha de reflexão revelou também os medos e os temores. Há muita preocupação sobre o modo de transmitir ao mundo marista o que se viveu. Em alguma mesa foi usada a metáfora da viagem aérea. ?Realizamos um voo bem sucedido, mas é preciso aterrissar sem acidentes?. Foram lembradas boas fórmulas do passado, mas prefere-se encontrar um modo novo de expressar a vida, o sentimento e o pensamento do Capítulo. Como levar tudo isso de modo significativo, ao voltarmos para casa? Como expressar essa bela experiência? Há experiências muito pessoais ou também coletivas que é difícil escrever e que levamos na alma. No entanto, é preciso ter uma referência que expresse o sentir de todos. Dizia um capitular: ?Quando voltar à minha Província, posso explicar o que vivi pessoalmente, mas necessito de algo que sintetize o que vivemos como Capítulo e que seja subscrito por todos?. Há, pois, a necessidade de elaborar algo que todos possam levar, como expressão significativa do que vivemos juntos. Esta é uma tarefa que ainda deve ser feita. Já apareceram algumas linhas metodológicas para tentar uma síntese do trabalho realizado até agora.

Intervenções pessoais ante a assembleia

Terminada essa contribuição das mesas, foi colocado em prática um dos recursos metodológicos que a Comissão central utiliza: colocar o microfone à disposição de quem queira intervir para expressar-se, pessoalmente, ante a assembleia. Uma primeira intervenção aludiu ao modo de transmitir o Capítulo ao mundo marista, completando o que fora dito nas mesas. O Capítulo empregou com eficiência o método do consenso para chegar a acordos. Com isso trouxe uma contribuição histórica à nossa práxis capitular de abordar os assuntos. Um modo de transmitir o que foi vivido no Capítulo poderia ser a difusão e aplicação dessa metodologia. É desejável que o mundo marista comece a usar o método do consenso, em lugar do método parlamentar, na prática habitual de tratar questões.

Outras intervenções se referiram à pastoral vocacional. Até aqui não fora suscitado na assembleia o tema da pastoral das vocações. Quando nos defrontamos com a parte final dos trabalhos, temos uma visão mais global do que foi refletido. A pastoral vocacional não deixa de ser uma preocupação no coração de muitos Irmãos. Insistiu-se em que para nosso tempo é atual o grito de Champagnat: ?Precisamos de Irmãos!? Todas as inquietações manifestadas foram anotadas pela Comissão central, que está encarregada de organizar, diariamente, os trabalhos da assembleia capitular.

O Conselho-geral faz sua primeira reunião

Os Irmãos Conselheiros apenas tiveram tempo para receber as felicitações de seus Irmãos pela indicação ao governo do Instituto. O Irmão Emili convocou-os para uma primeira sessão do Conselho, na tarde de hoje, dia 3 de outubro. O novo Conselho-geral integrou três Irmãos provinciais que estavam em função, além do Vigário-geral. É competência do Conselho-geral nomear os Irmãos provinciais. Sem dúvida, o novo Conselho-geral terá que incluir em sua agenda, entre outras questões, a tarefa de suscitar os processos de sondagem, nas Províncias, e chegar a nomear os Irmãos que deverão sucedê-los no governo.

A sessão de trabalho foi começada na capela dos Superiores, diante da estátua da Boa Mãe e da relíquia de são Marcelino, com uma oração para pedir as luzes do Espírito Santo.

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