21 de março de 2011 FRANçA

A Europa marista hoje – Realidades e desafios

Os trabalhos deste dia iniciaram-se com a leitura pessoal da “Carta do XXI Capítulo geral”. Em grupos de três ou quatro pessoas, foi retomada a riqueza das intuições e das propostas contidas nesse documento para a presença marista na Europa. Esse documento aborda “muitas dimensões” e ajuda a confrontar “a própria consciência pessoal e grupal com o modo em que a sociedade e a Igreja nos percebem”.

A Europa marista enfrenta hoje o progressivo envelhecimento dos Irmãos, a diminuição das vocações e a menor presença de Irmãos, nas escolas e obras”.

O Ir. Joe Mc Kee, em sua intervenção inicial, apresentou a presença marista, na Europa, no quadro das estruturas de animação e governo que foram criadas até o presente: Conferência de provinciais, Assembleia da missão, Conferência marista europeia, encontros de animação vocacional e outros. Em rápida descrição, traçou o caminho que as cinco províncias europeias percorreram, conjuntamente. Concluiu com uma interrogação: “Até aqui chegamos. Aonde devemos ir?”

Para melhor orientar a reflexão e o diálogo, recordou algumas realizações levadas a efeito em outras regiões do Instituto: Arco Norte, Brasil, África e, ultimamente, Oceania. E concluiu essa parte de sua reflexão em voz alta, perante a assembleia, sublinhando com insistência que “a força, a vitalidade e a viabilidade  são viáveis na Europa, se caminharmos juntos”.

Duas palavras atraíram a atenção, durante o resto de seu discurso motivador: morte e vida. A “ars moriendi” é o modo de afrontar um processo normal das coisas que por si mesmas tendem a seu fim e fenecem. A vida tem um fim. Acompanhar o final para ajudar a concluir algo de modo sadio é toda uma arte. Por outro lado, abrem-se as ilimitadas possibilidades das perspectivas oferecidas pela fé. Afrontar o futuro com “audácia e esperança” e não pôr predominantemente a atenção no peso das estruturas, mas nas presenças vivas.

Depois dessa longa e profunda meditação suscitada pela atual realidade da Europa marista, os Irmãos dedicaram um grande espaço de tempo para tornar real a “novidade da terra” que pediu o XXI Capítulo geral. No espaço oferecido para refletir sobre a “nova terra para a qual somos convidados a partir, coletivamente, na Europa”, foram externadas numerosas intuições em torno de possíveis caminhos para o futuro marista, na Europa.

As vozes dos secretários de cada mesa fizeram ressoar expressões como estas: Irmãos, agora é o momento da Europa! O que não era possível, há dez anos, está agora em nossas mãos. Os líderes maristas são os primeiros a estar convencidos. Temos interesse em que o carisma marista não morra, na Europa?

Alguns fizeram ouvir que é preciso “dotar-nos de instrumentos coletivos para avançar, criar e sonhar juntos. Precisamos fazer juntos uma leitura de fé da realidade europeia. Não saber exatamente para onde vamos requer de nós uma atitude de humildade. Devemos estar presentes e visíveis no meio dos jovens europeus. Não seria possível um projeto europeu conjunto de pastoral juvenil? Pode-se pensar num projeto, novo e conjunto, de comunidade de Irmãos voltados para os jovens, em âmbito internacional, com presença de leigos. A promoção dos direitos da criança é um caminho a ser explorado.

Uma mesa sintetizou as atitudes que os Irmãos podem assumir, face ao futuro da vida consagrada, na Europa: “Aqueles que decidiram morrer; aqueles que não querem morrer, mesmo não vendo o futuro; e aqueles que optam por caminhos novos para a vida.”

Com esse turbilhão de ideias, os Irmãos se dirigiram a Marlhes para celebrar a missa na capela do Rosey, e para jantar com os Irmãos das comunidades maristas próximas.

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Leia mais:

  1. 12 de março: Os dirigentes da Europa marista avaliam a Região
  2. 13 de março: Profetas da esperança
  3. 14 de março: A Europa marista hoje – Realidades e desafios
  4. 15 de março: Em busca de um futuro para a Europa marista
  5. 16 de março: Conselho geral ampliado encerra junto ao túmulo de Champagnat

 

Álbuns: L'hermitage 1 | L'Hermitage 2 | 13 de março | 14 de março | 15 de março | Grupos

 


Participantes
 
Conselho Geral
Marist Marist Marist Marist
Antonio
Ramalho
Emili
Turú
Ernesto
Sánchez Barba
Eugène
Kabanguka
John Klein
Marist Marist Marist    
Josep María
Soteras
Joe
Mc Kee
Michael
De Waas
   
         
Compostela
Marist Marist Marist Marist Marist
Antonio
Leal
Eduardo
Montenegro
Máximo
Blanco
Nicolás
García
Oscar
Martín Vicario
Marist Marist      
Raúl
Figuera
Tomás
Briongos
     
         
L'Hermitage
Marist Marist Marist Marist Marist
André
Deculty
Gabriel
Villa-Real
Jean Pierre
Destombes
Jean
Ronzon
Jaume
Parés
Marist Marist Marist Marist  
Maurice
Berquet
Miquel
Cubeles
Pere
Ferré
Xavi
Giné
 
         
Ibérica
Marist Marist Marist Marist Marist
Ambrosio
Alonso Díez
Alberto
Oribe
Alfonso
Fernández García
Carlos
Martín
Ernesto
Tendero
Marist Marist Marist    
Moisés
Alonso
José
Abel Muñoz
Samuel
Holguín
   
         
Mediterránea
Marist Marist Marist Marist Marist
Antonio Gimé-
nez de Bagüés
Aureliano
García
Damiano
Forlani
Fernando
Alés
Juan Carlos
Fuertes
Marist Marist      
Juan Ignacio
Poyatos
Onorino
Rota
     
         
West-Central Europe
Marist Marist Marist    
Brendan
Geary
Maurice
Taildeman
Robert
Thunus
   
         
         
Tradutores e comunicação
Marist Marist Marist Marist Marist
Alain Delorme
Tradutor
Antonio Aragón
Tradutor
Jack González
Tradutor
Salomon Neville
Tradutor
Antonio Estaún
Comunicações
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