18 de setembro de 2012 ITáLIA

A Identidade do Religioso Irmão

No domingo, 2 de setembro de 2012, a Casa Geral dos Irmãos das Escolas Cristãs começava a receber as delegações de oito (8) Congregações:Os Irmãos das Escolas Cristãs, Irmãos de Edmund Rice (Christian Brothers), Irmãos da Instrução Cristã (Menesianos – de la Mennais), Irmãos Maristas,Irmãos de São Gabriel, Irmãos do Sagrado Coração, Irmãos da Sagrada Família e os Irmãos de Nossa Senhora da Misericórdia, vindos a Roma para participar, durante um mês, da sessão sobre a Identidade do Religioso Irmão, na Igreja e no mundo de hoje.

Na segunda-feira, 3 de setembro, iniciou a primeira fase: palavras de boas-vindas, apresentação do programa, etc.

Sim, SOMOS TODOS IRMÃOS! Mas, quem são esses Irmãos com os quais vamos fazer esta experiência de formação, em Roma? A lista de nomes que tínhamos recebido, durante a preparação, começou a receber rostos. Pouco a pouco, começamos a conhecer-nos, usando nossos recursos linguísticos. O dia passou entre apresentações, reconhecimento de lugares, recepção de variadas informações para a melhor convivência durante esse mês. O Irmão Juan Andrés Martos, Superior geral dos Irmãos da Sagrada Família, deu um nome para o itinerário que vamos realizar: SER IRMÃO. Animou-nos para viver este mês como um dom de Deus para cada um de nós, para nossas oito Congregações e para a Igreja.

“Queridos Irmãos: É desejo nosso que esta oportunidade reforce os laços de colaboração entre nossas Instituições, favoreça o conhecimento mútuo entre os participantes e fomente a reflexão conjunta em torno à nossa vocação de Irmãos na Igreja. Em síntese, como já se indicava na ficha de convite, que nestes dias vivamos uma experiência intercongregacional de formação para ajudar-nos a refletir, a rezar e viver juntos este momento importante de nossa história”.

Depois do discurso de abertura, foram apresentados os coordenadores. Em continuação, os participantes se apresentaram, cada qual dispondo de um minuto. Foi informado também o horário cotidiano das atividades. A programação desta segunda-feira foi encerrada com uma visita guiada às instalações da casa que nos acolhe.  Na celebração inaugural, sentimo-nos como peregrinos da fraternidade, ante o Mestre que começou, há mais de dois mil anos, essa aventura de construir fraternidade, rompendo todas as barreiras.

Terça-feira, dia 4 – Depois da apresentação do tema da sessão, foi explicada a logomarca de nossoencontro: um recipiente com os pés de um dos apóstolos e Jesus Cristo lavando-lhe os pés, como sinal de serviço e de amor e, sobretudo, de entrega de sua vida por nós.TODOS IRMÃOS é o nosso lema, para crescer e dar a vida através da missão que nos confiou. Somos TODOS IRMÃOS para servir, a exemplo de Cristo. No resto da manhã continuamos a partilhar elementos de nossa identidade pessoal.

O período da tarde foi reservado para a história vocacional de cada Irmão. O momento de falar de nossas experiências foi muito emocionante. O dia terminou com a oração da tarde e um tempo de ‘lectio divina’, em grupos linguísticos.

Quarta-feira, dia 5 – Neste dia, foi marcante o tema da identidade da vocação de Irmão como homem de Deus e sua doação às pessoas com as quais divide a vida e a missão. Os tempos fortes deste dia foram o trabalho em grupos e sua apresentação, esboçando os projetos de animação de nossa vida comunitária: esporte, liturgia, celebrações, festas e comunicação. Os desafios e as expectativas deste mês também foram pensados.

Um grupo de Irmãos começou suas atividades do dia 6 com um período de oração, em que os participantes agradeceram ao Senhor o dom da vida recebida e este tempo de fraternidade. As diferentes culturas começavam a manifestar sua riqueza, através do modo de organizar os tempos de oração. Prosseguindo, os Irmãos Hugo Cáceres e Guillermo Dávila nos introduziram no universo dos mitos da criação, apresentados, depois, com grande criatividade por quatro Irmãos do encontro: apresentações, animações e narrativas. Um mito africano foi apresentado pelo Ir. Marcel-NgorDiène; um europeu, pelo Ir. Juan Carlos; outro asiático, pelo Ir. Joseph Arokiaraj e um latino-americano, pelo Ir. José Camilo Alarcón.

Essas apresentações foram seguidas por frutíferos intercâmbios, em grupos linguísticos. De quanto foi colocado em comum, podemos assinalar alguns pontos que ajudam a viver melhor a fraternidade: a aceitação da diversidade, a busca da harmonia com a criação, a necessidade de tornar visível a fraternidade, a dimensão da sexualidade vivida no amor e no respeito ao outro. As atividades foram trazidas para a celebração na qual os Irmãos foram convidados a viver a fraternidade universal com Jesus-Irmão.

Nos dias 7 e 8,a aproximação sociocultural e o ser Irmão num mundo globalizado, foram marcados pela presença importante do Ir. Kipoy Pombo, Irmão da São José de Kinzambi, congregação religiosa autóctone da República Democrática do Congo. Ele nos disse: “Os Irmãos nasceram numa sociedade e numa Igreja diferentes das atuais, em outro contexto de relações humanas. Como inculturar fielmente as nossas fraternidades, nesse contexto?”

No mesmo dia 7, participamos de uma belíssima cerimônia eucarística, imitando a caminhada dos discípulos de Emaús, organizada pelos Irmãos Cristãos de Edmundo Rice que, durante todo o dia, animaram nossa liturgia; deleitaram-nos, outrossim, com a apresentação de sua Congregação de forma muito dinâmica. À noite, depois do jantar, o grupo encarregado da animação comunitária nos convocou para a primeira festa do mês: um tempo para conviver, no qual transpareceu a alegria que sentimos por participar dessa experiência; unimo-nos também ao grupo de Irmãos brasileiros que celebravam o dia da independência de seu país.

QUE ALEGRIA VIVER COMO IRMÃOS!

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