30 de outubro de 2008 REP. DEM. DO CONGO

Conflito na região dos Grandes Lagos

Durante o mês passado, pelo menos 100.00 pessoas tiveram que transferir-se, na província de Kivu do Norte (R. D. do Congo), por causa do aumento das hostilidades entre as forças do exército da R.D. do Congo e os rebeldes leais ao general Laurent Nkunda. Os conflitos significam uma evidente violação do acordo de cessar-fogo, assinado no mês de janeiro último, em Goma (capital de Kivu do Norte) pelo governo congolês, o CNDP (Congresso Nacional para a Defesa do Povo) e outros 21 grupos armados e ativos, no leste do país.

No dia 25 de setembro último, 83 agências e grupos de direitos humanos, em ação nessa área, fizeram um chamamento em favor da proteção dos civis e do aumento das ajudas para as populações mais atingidas: ?a situação dos civis é desesperadora e ameaça deteriorar-se, caso as lutas continuarem. Todas as partes signatárias do acordo devem cumprir suas obrigações que incluem a proteção dos civis e o respeito às leis humanitárias internacionais e aos direitos humanos?.
A ?Rede pela Paz no Congo? (Congo Peace Network), formada por vários Institutos religiosos que trabalham em Kivu, fez um manifesto pedindo uma intervenção significativa da comunidade internacional. Afirmaram que a luta continua, mesmo com a presença das tropas da missão das Nações Unidas no Congo (MONUC) e as do Programa Amani, assinado em 2006.

Ultimamente, a situação se tornou mais complicada com a acusação contra os soldados da MONUC de violação de menores e a troca de armas por minérios. Foram seriamente comprometidos a credibilidade das tropas da MONUC e seu papel mediador.

O CNDP acusa o governo congolês de incompetência e corrupção, conclamando em favor de uma sublevação geral contra esse governo. A população que já conheceu situações bem dramáticas, no passado, está mais uma vez aterrorizada. Caso a guerra se generalizar, em futuro próximo, todos os cenários possíveis serão mais que desastrosos.

O Instituto marista mantém duas comunidades, na região: uma em Bobandana e outra em Goma, atendendo obras educativas nessas duas cidades, além de Nyangezi. Todos os Irmãos estão bem, mesmo se, em conseqüência do conflito, recentemente os Irmãos da comunidade de Bobandana tiveram que transferir-se para Goma.

Convidamos toda a família marista a permanecer em comunhão com essa sofrida região congolesa e a rezar pela paz e pela justiça, com uma lembrança especial para as crianças e jovens, muitas vezes vítimas inocentes de todos os conflitos.

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