20 de outubro de 2005 MéXICO

Diagnóstico apresentado pela Cáritas da Diocese de San Cristóbal de las Casas

Chiapas é uma das regiões mais afetadas pela passagem do Furacão STAN durante os dias 3 a 7 de outubro de 2005. Em meio à dor e a impotência, estamos vendo através da televisão a quantidade de pessoas que estão sofrendo em conseqüência das chuvas torrenciais, que são permanentes nessa região. Os rios transbordaram inundando povoados e comunidades, arrasando colheitas, destruindo casas e pontes.
Segundo os dados oficiais, 590 comunidades ficaram sem comunicação, milhares de casas destruídas, e muitas famílias que perderam tudo. Não há água potável, telefone ou energia elétrica. Também foi danificada a rede de antenas de comunicação, pois a telefonia móvel só chega a alguns lugares.
Oficialmente, diz-se que cerca de duzentas mil pessoas foram afetadas, e várias centenas delas se encontram alojadas em 524 albergues montados pelo governo, em escolas e/ou igrejas. Os meios de comunicação mostram os rostos marcados pela dor das pessoas atingidas que perambulam pelas ruas sem ter onde dormir; os albergues estão lotados e danificados.

Das comunidades mais distantes existem pessoas que caminham até 10 horas para implorar ajuda, pois tiveram suas casas destruídas e lhes faltam alimentos, água e medicamento. Calcula-se que o número dos mortos ultrapasse 30 pessoas somente em Tapachula e Suchiate. Na área afetada vivem mais de dois e meio milhões de pessoas, e ainda não se tem o número de desaparecidos.
Das zonas altas da Serra não se tem noticias; oito dias depois da passagem do furacão eles continuam isolados e sem comunicação. Existe a preocupação pelo excesso de água nessa região montanhosa, que pode provocar possíveis deslizamentos e mais perdas humanas.
Nos povoados e comunidades afetadas começam a faltar víveres, combustíveis ? gás e gasolina – água potável nas cidades, por causa dos danos no sistema de abastecimento, além do risco de contaminação. Em Tapachula, por exemplo, os supermercados começaram a racionar suas vendas e comércios aumentaram até 400% seus preços e não aceitam mais vender senão à vista. Alguns bancos suspenderam os serviços por dificuldades no seu sistema e não contam com alternativas para liberar dinheiro em espécie para os usuários.
Estamos profundamente comovidos com tanta destruição e diante da impotência de não poder ajudar. Este é o drama de Chiapas que estamos vivendo e, como sempre, são as pessoas pobres que vivem na margem dos rios, as mais afetadas pelos açoites da natureza.

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