6 de maio de 2010 GRéCIA

Espiritualidade Marista : 60ª Animação

Foi na Grécia que se realizou a 60ª Animação, promovida a partir de Roma (Ir. Teófilo Minga), com o objetivo de cultivar a Espiritualidade marista. Na oportunidade, o Ir. Mathieu Lévantinos, Diretor geral de nossos colégios na Grécia, dirigiu uma saudação ao Irmão Provincial, ao Ir. animador da sessão e aos 240 participantes do seminário.

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Sinto-me verdadeiramente feliz em acolhê-lo em nosso estabelecimento, o Liceu Leonino, de Néa Smyrni, para um encontro tão importante.

O senhor conhece, certamente, o vivo interesse que nossas escolas têm pela formação de seus agentes diretivos, técnicos e docentes sobre questões pedagógicas e, mais ainda, sobre os aspectos da espiritualidade marista. Porque o importante para todos aquelas e aqueles que atuam numa escola marista não é apenas a preparação científica, o dever cumprido ou a assiduidade mas, também e sobretudo, a profunda e sincera aceitação de viver os princípios da presença, da simplicidade, humildade, disponibilidade, espírito de família, amor à criança, a toda criança, e particularmente, à criança abandonada. São os princípios promovidos por nosso Fundador, São Marcelino Champagnat, que constituem a identidade de nossas escolas, e todos nós somos instados a aplicá-los em nossa vida escolar quotidiana e a cultivá-los no coração dos alunos, com os quais temos uma responsabilidade pedagógica.

É, pois, indispensável estudar e aprofundar as raízes de nossa espiritualidade, para imbuir-nos dos princípios que dela decorrem e constituem nossa identidade particular. Com este propósito, começamos, em fevereiro do ano passado, o estudo em comum do conteúdo do documento ?Água da Rocha?. Durante aquele encontro, no Liceu Leonino de Patissia, intercambiamos nossos pontos de vista, discutimos em profundidade nossas experiências vividas, em escolas maristas. O balanço desse encontro foi positivo e o proveito espiritual foi tal que vários colegas solicitaram que houvesse uma continuidade.

Eis porque, hoje, iniciamos este prosseguimento. Estão aqui todas aquelas e aqueles que querem participar livremente deste encontro de meditação, de confronto de pontos de vista e de opiniões pessoais, sobre a questão importante da relação de colaboração e de amor, entre Irmãos e Leigos, e o sentimento de corresponsabilidade ante nossa missão comum. Entretanto, essa corresponsabilidade não funciona por si só. Ela cresce com o sentimento de pertença a uma família, na qual cada um de nós pode se empenhar, ser encorajado e sustentado.

Dando e recebendo amor, podemos combater o individualismo, o egoísmo e a recusa da generosidade. Assim, no seio da comunidade dos Irmãos e dos Leigos, ligamos nossa história pessoal com a qualidade de nossa vida comunitária. Partilhamos as lutas, os sucessos, mas também nossas decepções e nossas derrotas. Assim era com Marcelino Champagnat e os primeiros Irmãos. Assim é e deve passar-se entre nós. Vivendo como irmãs e irmãos, nós adquirimos um meio estável e precioso, graças ao qual enriquecemos, apesar de nossas diferenças, nossa comunicação e nosso respeito mútuo, melhorando ainda mais nossas relações e a base sobre a qual se fundamentam: o amor.

Não esqueçamos o pedido de São Marcelino aos Pequenos Irmãos de Maria : ?Esforcem-se para que se mantenha sempre entre vocês a santa caridade. Amem-se uns aos outros como Jesus Cristo os amou. Que haja entre vocês um só coração e um só espírito! Que se possa dizer dos Irmãozinhos de Maria como dos primeiros cristãos: Vejam como eles se amam!?

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Ir.Mathieu Levantinos
Néa Smyrni, (Atenas), 17-4-2010.

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