Carta de Marcelino – 137

Marcellin Champagnat

1837-09-24

Sendo final de ano letivo na França, Champagnat responde ao Padre Fustier que a época não é favorável a que se faça uma nova fundação. Promete fazer-lhe uma visita para se inteirar pessoalmente das condições da futura escola. Roga que seja concedido um prazo, dizendo que se não puder ir pessoalmente mandará um Irmão.

Senhor Pároco,
Por ora, é-me impossível atender o seu honroso pedido. Os Irmãos estão chegando para as férias e logo entrarão em retiro, de sorte que não me sobrará nenhum momento antes da Festa de Todos os Santos, época da entrada das aulas.
Por mais numerosas que sejam minhas ocupações e as viagens que ainda tenho que fazer, talvez eu possa ir visitá-lo ou mandar algum Irmão para que acerte com V. Revma. o que é preciso fazer para que se possa concretizar seu projeto.
Estou deveras empenhado em proceder de acordo com V. Revma. e de contribuir com tudo o que puder para o bem de sua paróquia, tendo em vista a maior glória de Deus, mas não vejo como mandar Irmãos ainda este ano.
Queira, senhor Pároco, continuar a honrar-nos com sua benevolência e com o auxílio de suas preces, a fim de que nossa Sociedade possa cumprir os desígnios que Deus tem sobre ela, e que em breve o seu santo projeto se torne realidade.
Com profundo respeito, venerando Pároco, seu dedicado servo,
Champagnat
sup. dos Irmãos

Edição: Marcelino Champagnat. Cartas - SIMAR, São Paulo, 1997

fonte: Daprès la minute, AFM, RCLA 1, pp. 58-59, nº 59

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