Carta de Marcelino – 331

Marcellin Champagnat

1840-04-14

Não são apenas as localidades mais retiradas que pedem Irmãos, mas também algumas cidades. Alguns párocos fazem o pedido quando já foram tomadas quase todas as medidas para o funcionamento da escola. Outros, mesmo antes de ter algum local em vista, para sondar a possibilidade de efetuar o projeto, mais para a frente. É mais fácil então pedir um prazo, enquanto a paróquia e a municipalidade providenciam o local e estipulam as condições de manutenção da escola em perspectiva. Foi este o caso de Tournus, na diocese de Dom Bénigne, bispo de Autun.

Senhor Pároco,
Associo-me de boa mente a seu digníssimo Bispo para aplaudir o piedoso projeto que o senhor concebeu, de fundar um estabelecimento de Irmãos em sua paróquia.
Eu bem quisera atender imediatamente o pedido que o senhor fez por carta do dia três deste mês, mas os compromissos que assumimos há muito tempo com vários municípios, não nos permitem, no momento, acudir a seus desejos. Esta demora poderá, quem sabe, oportunizar-lhe o meio de encontrar um local adequado para a sua escola, pois não é nosso costume hospedar os Irmãos no presbitério.
O pagamento para dois Irmãos está marcado em mil francos anuais. Se o senhor conseguir que o seu Conselho Municipal participe desta obra, será muito melhor. Com os recursos que o senhor nos promete e o pagamento ordinário dos municípios, a cidade poderia ter três Irmãos.
Tenho a honra de ser, senhor Pároco, etc.
Champagnat

Edição: Marcelino Champagnat. Cartas - SIMAR, São Paulo, 1997

fonte: Daprès la minute, AFM, RCLA 1, p. 182, nº 227

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