5 de novembro de 2008 ARGENTINA

Missão e Laicato

O trabalho de 29 de outubro centrou-se sobre a análise das políticas relativas à missão e ao laicato, aplicadas por cada Província, segundo orientação proveniente do Capítulo geral. Esta questão surgira na tarde de ontem, quando se retomava as experiências vividas em torno da Assembléia da missão marista e dos encontros de formação conjunta de irmãos e leigos, realizados em Les Avellanes e Quito. Comprovada a ressonância desses acontecimentos, nas respectivas Províncias, bem como a continuidade que se procura assegurar nos programas provinciais, hoje foram destacados os desafios que trazem consigo esses acontecimentos para o futuro das Províncias e Distritos. As contribuições surgidas na assembléia podem sintetizar-se nos seguintes tópicos: identidade, missão, pertença, formação, participação e animação. Relacionamos o que de mais significativo brotou.

Identidade

Constata-se a necessidade de fazer uma reflexão mais cuidadosa para esclarecer a questão da identidade dos irmãos e dos leigos. A descrição dessa identidade pode-se fazer nascer em encontros, reflexões e decisões partilhadas. É preciso insistir mais na característica da identidade dos irmãos como homens de Deus a serviço dos demais.

Em relação aos leigos deseja-se que fique bem assinalado o perfil de maristas vocacionados. Distinguir o leigo marista daquele que é simplesmente um colaborador; há leigos e leigas com motivações e interesses muito diferentes. O processo partilhado entre irmãos e leigos haverá de consolidar a identidade de cada um de modo a que não prevaleça um sobre o outro. O Instituto precisará reconhecer o laicato marista como uma oportunidade e não como uma ameaça de alguém que vai ocupar o lugar dos irmãos.

Missão

Constata-se que é preciso aprofundar o coração da missão, partilhar os desafios que nascem dos documentos programáticos do Instituto e da realidade dos mais pobres. Já se entrevê a oportunidade de começar processos novos de pastoral vocacional, de formação, de aprofundamento na espiritualidade marista, de acompanhamento pessoal, comunitário e familiar e de vinculação ao Instituto.

Pertença

A reflexão sobre a pertença ao Instituto nasce da necessidade de dar uma resposta ao movimento do laicato. Lembra-se que é preciso aprofundar os aspectos legais da corresponsabilidade e da pertença, tanto na ordem civil quanto na ordem canônica. Será preciso prever graus distintos e formas de pertença ao Instituto e dar origem a novas estruturas e formas jurídicas e canônicas para a atual forma de viver a missão partilhada, no Instituto. É verdade que as intuições parecem indicar que a vinculação dos leigos não se fará tanto ao Instituto, mas prioritariamente ao carisma de Marcelino. Algum irmão insistiu que também preciso esclarecer melhor o que entendemos por carisma marista: (carisma= missão + espiritualidade)

Há realidades que começam a ter seu lugar no Instituto: o Movimento Champagnat da Família Marista é uma referência assim como algumas experiências de fraternidade conjunta de irmãos e leigos. Parece consolidar-se o desejo de uma vivência em comunidades mistas, isto é, formadas por irmãos e leigos vocacionados, nas quais se manifeste o compromisso institucional para com o carisma marista, expresso através de diversos modos de pertença. Destacou-se também o interesse numa pastoral vocacional conjunta de irmãos e leigos(as) para irmãos e leigos(as).

Formação

Mendes desencadeou novos programas de formação para irmãos e para leigos. É preciso manter viva a ?chama? de Mendes, através de um processo que alimente a vivência proposta pela Assembléia internacional da missão. Na assembléia lembra-se de quando em vez, com diversos matizes, a formação conjunta de irmãos e leigos, sendo, pois, preciso continuar com projetos próprios para isso, com o objetivo de acompanhar as diversas etapas e modos de pertença que se definirem. Os diversos projetos de formação de leigos que são gestados nas Províncias precisam ser definidos. Tudo isso manifesta a necessidade de conscientizar os irmãos para essa mudança e de preparar formadores para esse novo modelo. Tanto no Brasil quanto no Cone Sul dar-se-á continuidade à experiência de Quito; para isso os irmãos promoverão estruturas regionais de formação conjunta para formar líderes e acompanhar os processos.

Participação

Quanto à participação concreta dos leigos na vida marista, aventa-se a oportunidade de criar espaços para experiências concretas, nas quais se possa partilhar a espiritualidade, a missão e a responsabilidade. Considera-se necessário definir como se dará continuidade a Mendes, seja no trabalho com os leigos seja com as novas orientações do Instituto. Depois de toda essa mobilização de pessoas, implicando leigos e irmãos, onde queremos chegar? Que novos passos é preciso dar? Passos progressivos de participação no carisma marista parece serem oportunos.

Animação

Para animar as políticas da missão e do laicato sugere-se de implicar mais as lideranças na missão e na espiritualidade, para que se tornem os principais dinamizadores na obras. Deseja-se maior intercâmbio do que é feito em cada região e que, nos próximos anos, as grandes promoções sejam planejadas de modo a serem mais aproveitadas e aprofundadas.

Excursão e visita a Mar del Plata

A tarde deste dia foi dedicada a uma visita a Mar del Plata, ao Colégio Peralta Ramos, dirigido pelos Irmãos, onde tivemos a missa; visitamos ainda ?Laguna de los padres?, vestígio da primeira evangelização desta terra. Um churrasco argentino com música e algumas danças típicas marcaram a conclusão dos trabalhos.

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