27 de fevereiro de 2013 FRANçA

O canteiro de obras de La Valla en Gier

Iniciado em meados de setembro, o canteiro da reforma de La Valla avança conforme o ritmo previsto. As fotografias lhes ajudarão a fazer uma ideia do andamento dos trabalhos, neste início do mês de fevereiro. Os visitantes do site marista de Roma já tiveram um apanhado do canteiro, graças a Joan Puig Pey, arquiteto, por ocasião do Natal.

É bom, antes de tudo, recordar quais são as partes que entram na renovação.

– a Casa Bonner (ou berço do Instituto) : a adega, o andar térreo e os dois andares

– a construção de 1822, feita por M. Champagnat : o piso térreo e os dois andares;

– e também o andar térreo sob a capela, composto pela antiga sala amarela e por duas salas subterrâneas contíguas.

Até este momento, foram realizados essencialmente os trabalhos de escavação do solo de todas as salas do andar térreo. Em La Valla também, a casa está construída sobre a rocha! É um duro trabalho feito com ponteiras de aço ou com a picareta, apesar da presença de numerosos veios d’água que jorram da colina. Água que necessita ser canalizada antes de refazer o piso!

Um trabalho importante que precisa igualmente ser feito é com referência às aberturas: todas as antigas portas ou janelas foram fechadas, aumentadas ou refeitas, algumas em pura pedra talhada;  novas são criadas, particularmente no primeiro andar, com um grande vão ou vitrine  vertical que dá sobre o vale.

Este trabalho supõe um longo trabalho de escoramento. Os pedreiros ficaram surpreendidos quando descobriram o tipo de construção: de pedras e de terra como «liga». Mas a casa permaneceu bem sólida até nossos dias, graças em particular, a uma boa técnica de construção e à espessura das paredes. No momento presente, com todas as aberturas feitas, a casa parece ter uma estrutura precária que ainda necessita ser consolidada.

Um outro trabalho importante foi a demolição das escadarias e do  corredor que ligavam a casa Bonner e o prédio da capela. Agora a gente distingue bem os dois prédios. No seu lugar fez-se uma laje de concreto; em baixo, ficará o corredor que conduzirá à nova porta de entrada da casa.   

Todas as lajes de concreto entre os andares  já foram fundidas; isto já permite ter uma visão mais precisa dos novos espaços. Exceto o quarto de Champagnat, onde se encontrava a mesa da primeira comunidade, que manterá a mesma configuração e receberá um tratamento particular, na questão do reboco interior, do forro, do enquadramento das janelas em pedra talhada; tudo isto para preservar-lhe a aparência antiga e rústica.

Dentro de poucos dias, deverá começar a demolição do telhado. É um grande trabalho que vai supor a construção, sobre o telhado atual, de uma estrutura metálica que permitirá trabalhar ao abrigo das intempéries: sobretudo a chuva e a neve; e também para que as paredes não sofram demasiado desgaste.

A equipe de pedreiros

Como para a construção de l’Hermitage, em 1824, existem os « pedreiros mestres » e os serventes. A gente se lembra que somente Marcelino Champagnat tinha a autorização de construir com os pedreiros mestres. Em La Valla, o chefe é Christophe, cortador profissional de pedra e companheiro do tour de France. Isto para falar de suas competências. Três jovens de vinte e poucos anos : Jérémy e Matthieu, irmãos gêmeos, e Dorian,  o auxiliam, como pedreiros experimentados. Três outros, Valentin, Abdel e Amar, fazem sobretudo os trabalhos de escavação, de desobstrução e de preparação dos materiais; um trabalho duro!

Apesar das dificuldades do trabalho e das condições atmosféricas (algumas vezes, temperatura de -8° Celsius) juntos formam uma boa equipe com a qual os Irmãos da comunidade mantêm relações de simplicidade e de cordialidade.

Contamos a eles a história dessa casa e do projeto de renovação que eles estão realizando: ninguém duvida que esse trabalho adquire um sentido particular para cada um deles; elo que se conecta a uma longa sequência de construtores. E como testemunha desse companheirismo no trabalho que existe entre o “Chefe” e seus jovens pedreiros, companheirismo feito de transmissão de saber, de ajuda mútua e de cumplicidade, a gente pode imaginar bem facilmente o que Marcelino mesmo vivenciou com seus primeiros companheiros!

Os responsáveis pelo canteiro de obras e os do projeto de renovação do «berço do Instituto».

A direção do canteiro foi confiada à mesma equipe de arquitetos que restaurou l’Hermitage: Joan Puig Pey, da Catalunha ; Stéphane Roulleau e Yves Poncet, de Lyon. Cada quinta-feira, eles se encontram para uma reunião no canteiro de obras, da qual participam igualmente alguns responsáveis de diferentes empresas e o grupo de mestres; assim como os Irmãos Héribert Pujolas et Michel Morel, representando o «dono da obra».

O projeto foi pensado e o plano aprovado por uma Comissão internacional composta pelos Irmãos  Joe Mc Kee, Victor Preciado e Antoine Kazindu, do Conselho Geral; e pela Sra. Catherine Demougin, Irmãos Pere Ferré e Benito Arbuès, da Província de l’Hermitage. Por sua vez, essa Comissão pediu a uma pequena equipe de Irmãos, próximos dos lugares maristas, composta pelos Irmãos Benito Arbuès, Jean Pierre Destombes, Xavier Barceló e Michel Morel de refletir sobre a cenografia e diversos pontos práticos relativos à organização dos futuros espaços.  

O canteiro de obras avança normalmente. Tudo deve estar terminado até início de setembro próximo, data da abertura da Conferência geral que se desenrolará em l’Hermitage.

Como Marcelino Champagnat, repitamos sem cessar:

«Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os seus construtores».

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Irmão Michel Morel

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