22 de junho de 2023 CASA GERAL

ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura

“Macondo era então uma aldeia de vinte casas de pau a pique e telhados de sapê construídas à beira de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos”. Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão.

Já escrevemos aqui, em diversas ocasiões, sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e explicamos que esses objetivos foram adotados pelas Nações Unidas em 2015, com prazo de vigência até 2030, para “pôr fim à pobreza, proteger o planeta e garantir […] que as pessoas desfrutem de paz e prosperidade”. Sem dúvida, são metas ambiciosas, mas também alcançáveis, sobretudo se todos fizermos a nossa parte para torná-las possíveis.

São objetivos que podem ser trabalhados individualmente, mas em grupo fazem mais sentido e tornam mais possível o seu objetivo geral. E é nisso que os Maristas querem continuar trabalhando, na consecução individual e coletiva dos 17 objetivos propostos.

Alguém pode se perguntar: como nós, educadores, podemos colaborar na indústria, na inovação e nas infraestruturas? A resposta está na própria pergunta, ou seja, na educação das novas gerações. Embora certamente não apenas por meio dela.

Está em nossas mãos educar meninos, meninas, adolescentes e jovens sobre a importância desse objetivo. Educá-los não apenas na teoria, mas no sentido prático das coisas. As nossas crianças e jovens são os futuros engenheiros, arquitetos, pesquisadores…

Estamos diante de um desenvolvimento que às vezes desumaniza a pessoa, cujo objetivo final é o progresso tecnológico e não o progresso humano. É também aqui que entra o nosso trabalho educativo, por meio da promoção de um desenvolvimento que afete positivamente  a todos e não apenas a alguns, que seja sustentável a médio e longo prazo, e não baseado apenas na produtividade imediata. No nosso mundo, em todos os nossos países, podemos ver exemplos claros de desenvolvimento sustentável e inclusivo, embora também possamos descobrir exemplos do contrário.

Como Maristas, irmãos e leigos, educadores, somos chamados a promover uma cultura de inclusão, sustentabilidade, cuidado com o próximo e com nossos familiares. Nosso trabalho educativo promove o acesso à tecnologia, o acesso à informação, ao conhecimento dos melhores caminhos para o desenvolvimento positivo, à consciência ecológica do que fazemos, à inovação em todas as áreas do conhecimento.

A nossa presença é chamada a ser significativa nas grandes cidades, onde se encontram muitas das nossas obras. Também em centros populacionais menores, onde o impacto social de nossa presença às vezes é mais tangível. As escolas, as obras sociais, as universidades… são o fermento de uma sociedade do presente e do futuro baseada numa maior igualdade e num maior cuidado da nossa casa comum. Por isso, procuramos lhes oferecer instalações dignas que os ajudem a desenvolver seu potencial e a se tornarem a melhor versão de si mesmos.

O que nos pede a Igreja? O que o Instituto Marista nos encoraja a fazer? Pois bem, seguindo a linha do Evangelho, onde a pessoa é o centro de todo o desenvolvimento, onde os mais necessitados são levados em conta e recebem maior participação e protagonismo, onde a comunhão entre o ser humano e a natureza é uma realidade indissociável, você aceita o desafio de ser Marista hoje?

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Ir. Ángel Diego García Otaola – Diretor do Secretariado de Solidariedade

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