18 de setembro de 2015 CUBA

Papa almoça com o bispo de Holguín, afiliado ao Instituto

Durante a visita à Diocese cubana de Holguín, o Papa Francisco almoçará com o Dom Emilio Aranguren Echevarría, ex-aluno marista e afiliado ao Instituto, que pensa que a visita do Pontífice produzirá um bom impacto no país.

“Vai rezar uma missa na praça pública, depois virá à minha casa almoçar e descansar e, depois, subirá à Loma de la Cruz onde abençoará toda a diocese e, de maneira especial, a cidade de Holguín”, comunicou o bispo ao escritório de comunicações da Casa Geral.

“Tenho certeza que deixará semeada na nossa gente uma semente para que produza frutos de paz, misericórdia, perdão, tanto nas famílias quanto nos bairros, assim como em toda a sociedade cubana e em relação com outros povos”, afirmou em uma entrevista no dia 11 de setembro.

Segundo Dom Aranguren Echevarría, a viagem do Papa “é uma expectativa não de curiosidade, mas de esperança, como se o Papa trouxesse algo que será bom para todos”.

Sublinhou sobre a viagem: “É importante também pelo momento que vive o país e o que significou o fato que o Papa tenha sido um instrumento de Deus para proporcionar o reencontro entre Cuba e Estados Unidos, com tudo o que isso representa”.

Um marista cubano expressou preocupação pelo fato que o país, politicamente falando, poderá não colher todos os benefícios da visita do Pontífice.

“Existem setores da sociedade civil e das comunidades cristãs temerosos que a visita seja instrumentalizada politicamente”, disse o Ir. Carlos Martínez Lavín, no dia 15 de setembro.

Disse ao escritório de comunicação da Casa Geral que existe a preocupação de que a visita possa não “contribuir para que Cuba cresça em inclusão e em possibilidade de um projeto de nação no qual participem todos os cubanos”.

O Papa Francisco visitará Cuba de 19 a 22 de setembro, antes de viajar para os Estados Unidos, onde ficará de 22 a 27 desse mês, um percurso, que segundo o Ir. Carlos, foi o próprio Papa Francisco que sugeriu, com o desejo de contribuir a consolidar pontes entre as nações.

“O Papa Francisco é estimado pelo povo cubano. Seu trabalho de mediação para favorecer a normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba foi um fator decisivo na conquista dessa simpatia. Terá uma grande recepção”, disse o Irmão marista.

Em Cuba, o Papa terá três encontros públicos, incluindo a missa no dia 20 de setembro, na Praça José Martí de la Habana (Havana), um encontro com jovens nesse mesmo dia e, por fim, a missa, no dia 21, na Praça Calixto García, em Holguín, quando encontrará o Bispo Aranguren Echevarría.

“Oxalá essas três celebrações consigam motivar a participação consciente dos que estiverem ali presentes e despertem sementes de vida nova”, observou o Ir. Carlos.

Atualmente, a presença marista em Cuba conta com duas comunidades, uma em Havana, com 3 Irmãos, e outra em Cienfuegos, onde vivem três Irmãos e um vocacionado. Cuba pertence à Província da América Central.

Os Irmãos chegaram na ilha em 1903, há 112 anos, e fundaram a comunidade de Cienfuegos. Em 1961, quando o governo nacionalizou as escolas, os Irmãos saíram de Cuba e regressaram 40 anos mais tarde.

Depois de seis anos, em 2007, foi criada uma segunda comunidade, na capital Havana.

Em Cienfuegos, os Irmãos trabalham com a catequese e com a pastoral juvenil, em três paróquias. Eles têm também um centro cultural, que oferece apoio escolar aos jovens e aulas de violão, dança, esportes, inglês, informática e artesanato.

Em Havana, animam a catequese na Paróquia Jesus Maria e também estão ligados à formação de leigos no Centro Félix Varela e dos seminaristas da Arquidiocese.

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