6 de fevereiro de 2013 EQUADOR

Presença marista no Equador

A criação da obra marista no Equador é um processo que remonta ao ano de 1929, até chegar a 10 de novembro de 1957. Na manhã do dia 10 de novembro de 1957, Catacocha, uma pequena cidade da província de Loja, no sul do país, testemunhava a chegada de sete homens valentes, ousados e pioneiros da educação católica. Foram os irmãos Luciano, Alberto, Jaime, Isidro, Bernardo, Félix e David que tornaram possível esse sonho, graças às gestões incansáveis de monsenhor Jorge Guilhermo Armijos, pároco do lugar. Esses irmãos se encarregaram imediatamente da escola “Nuestra Señora de El Cisne”, que hoje se transformou na “Unidade Educacional Marista”. Além da preocupação com a educação, os Irmãos executaram projetos sociais nas comunidades rurais e em bairros da periferia, como também foram incentivadores de movimentos infanto-juvenis, cujo objetivo era o de ajudar as crianças e os jovens a crescerem em seus valores.

Com a chegada dos Irmãos Maristas houve uma verdadeira revolução na educação, pois ali se praticava anteriormente o método de “aprender com sangue”, situação que se transformou progressivamente com a pedagogia do amor de Marcelino Champagnat, onde prevalece a idéia de que “para educar se deve amar”. A comunidade marista de Catacocha deu ao longo desses 55 anos o exemplo de boa vontade e solidariedade através de vários projetos sociais.

Antes de tudo, deve-se ressaltar o acompanhamento dos Irmãos, juntamente com o pároco, às comunidades rurais. A evangelização através da catequese e das semanas missionárias, durante as férias escolares, que se transformou em um costume do lugar.

Nos últimos 15 anos, realizou-se o projeto de bibliotecas escolares. Foram 13 escolas de bairros próximos a Catacocha que, com a ajuda da Cáritas de Valencia, da Espanha, foram beneficiadas com pequenas bibliotecas, equipadas com móveis apropriados para as crianças e todo um acervo que proporcionava leituras para as várias faixas de idade.

No bairro Naranjo Dulce, com a ajuda da ONG Manos Unidas, foi construído um salão e reformada uma capela que estava em ruínas. Da mesma maneira, em convênio com um plano internacional e a cidade de Paltas foi construído um refeitório escolar.

Outro projeto interessante foi o aprendizado de corte e costura, que se realizou com a colaboração de duas professoras de trabalhos manuais e contou com oito máquinas de costura, que nos finais de semana itineravam através dos bairros beneficiados pelo projeto.

Foi implantado e ainda continua em operação o “Projeto mangueira”, que consiste em levar água encanada a todas as casas das comunidades rurais próximas a Catacocha, que sofrem muito com a estiagem que se prolonga durante a maior parte do ano. Para isso, os bairros são visitados, faz-se um reconhecimento das nascentes de água existentes, suas respectivas altitudes, e elabora-se um simples esboço do terreno, anotando-se as casas que podem ser atendidas e as distâncias a serem percorridas. O projeto lhes oferece as tubulações necessárias e uma cisterna ou caixa d’água de 500 litros em cada casa.

Com esse projeto foram atendidos 31 bairros, com um total de 517 casas ou famílias favorecidas e em torno de 160 quilômetros de tubulação utilizados. O seu financiamento foi feito pela ONG Medicus Mundi, de Gipuzkoa.

Agradecemos a Deus pela vida que nos dá e pela força para continuarmos trabalhando.

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Ir. Saturnino González
Coordenador da comunidade marista de Catacocha

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