1 de outubro de 2009 CASA GERAL

Quinta-feira, 01 de outubro

Dois grandes protagonistas do dia têm sido os grupos que trabalham sobre o apelo central de Deus ao Capítulo e sobre a metodologia e os procedimentos para as eleições dos Conselheiros-gerais. O primeiro apresentou um relatório, na segunda sessão de trabalho da manhã, deixando perceber conteúdos que constarão do informativo capitular ao mundo marista. Esse grupo de trabalho é como uma grande família que se dividiu o trabalho em três lotes. O relatório deste dia corresponde ao aproveitamento das intuições apresentadas, anteriormente, pela assembleia. Pouco a pouco, esse material vai encontrando forma ordenada. O trabalho da manhã girou em torno de quatro grandes linhas que revelam um pouco a fisionomia final do trabalho: uma gira em torno do coração do Irmão; outra é centrada no coração da comunidade marista; a terceira desenvolve a relação e a abertura ao mundo contemporâneo; e a quarta é referente à espiritualidade. São quatro pistas que poderão avançar bastante, não sendo, portanto, evidente o resultado final.

O eixo condutor que aglutina toda a temática é a mariologia. Os redatores dessa proposta captaram o desejo do Capítulo geral no sentido de que o estilo da vida marista tenha como referência comum a vida de Maria. Isso permite prever que a mariologia será um dos grandes eixos condutores da vida marista, nos próximos oito anos, que nos conduzirão ao bicentenário da fundação do Instituto. Irmãos, leigos e leigas encontrarão na vida de Maria, desde a Anunciação até Pentecostes, a referência capaz de dinamizar seus corações, suas comunidades e suas obras. A reação da assembleia, perante a apresentação do trabalho, foi muito positiva. Foi recebido com muito interesse o avanço dos conteúdos que, pouco a pouco, vão encontrando a formulação final.

Uma nova motivação para os capitulares

A oração da tarde foi animada com uma proposta gráfica nova do Ir. Tony Leon. Apresentou à assembleia dois novos quadros. O primeiro representa Maria que vai pressurosa à casa de sua prima Isabel. Esse sentido de deslocamento e urgência tem estado presente, no coração do Capítulo, desde o começo. O segundo quadro representa Champagnat que acorre prontamente para atender o jovem Montagne. Ambos expressam o dinamismo interior que a assembleia capitular vive em seus trabalhos: Seguir Champagnat com uma atitude ou um estilo marial. Com essas duas contribuições o Ir. Tony representou graficamente o que os textos expressam com palavras, às vezes menos precisas do que uma imagem. A confecção de uma imagem, que ajudou a entender o chamado fundamental de Deus ao Capítulo, foi outra das iniciativas que o grupo redator do apelo recolheu da assembleia.

A sessão da tarde prepara as eleições de amanhã

O grupo de trabalho que prepara o processo da escolha de candidatos e a metodologia a seguir na eleição dos Conselheiros dedicou as duas sessões da tarde a harmonizar os critérios da assembleia para encontrar o consenso final. A primeira proposta que foi objeto de diálogo e considerações, se refere ao número de Conselheiros a eleger para compor o próximo Conselho-geral do Instituto. As Constituições indicam que o Capítulo geral é quem fixa o número de Conselheiros gerais a serem eleitos ? ao menos quatro ? bem como a maneira de elegê-los (cf. C 136). Uma decisão da assembleia, expressa primeiro pelo consenso, e confirmada, depois, por uma votação oficial, mantém que o próximo Conselho-geral seja constituído por seis Conselheiros, tal como foi decidido no Capítulo geral precedente.

A segunda sessão da tarde decidiu como proceder, em assembleia, para suscitar os nomes de possíveis candidatos. No diálogo, desenvolvido nas mesas, houve referências à realidade mundial do Instituto, às Regiões e às Províncias em que está dividido, administrativamente. Das sugestões recolhidas nesse diálogo, nasceram várias fórmulas capazes de garantir uma melhor representatividade dessa complexa realidade do mundo marista.

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