31 de julho de 2009 EL SALVADOR

Um centenário em El Salvador

O Ir. Julián Goñi iniciou sua vida em 1909, em Cirauqui, vilarejo da província espanhola de Navarra. Seus pais, Pedro Goñi e Maria Esparza, criaram e educaram seus oito filhos, sendo Julián o segundo deles e seguramente o mais inquieto. Seu pai queria que Julián fosse professor, e isto permaneceu como uma forte fixação para o irmão, pois ao completar as suas 100 primaveras, ainda hoje se pode ouvi-lo reclamar porque os diretores do colégio não quiseram lhe atribuir aulas nos últimos anos. O sonho do pai Pedro Goñi era de que seu filho se tornasse professor, o que pôde se concretizar quando ele se tornou marista, dedicando-se ao trabalho educacional.

Aos 10 anos de idade, ele entra na escola de Arceniega, aos 12 anos é mandado a Grugliasco e aos 16 anos ingressa no noviciado em Santa Maria, regressando em seguida a Grugliasco para iniciar o escolasticado. Aos 18 anos, em 1926, cruza o oceano Atlântico para desembarcar em Cienfuegos, Cuba. Foi neste local em que viveu uma parte muito interessante e atrativa de sua existência, marcando sua identificação com Cuba e permanecendo em contínuo contato com os antigos alunos cubanos. Em 1961, por motivos políticos, teve que deixar Cuba, como todos os demais irmãos e congregações religiosas, instalando-se provisoriamente e trabalhando no Chile. Em 1965, chega a Santa Ana, em El Salvador, e ali continuou vivendo, convivendo e compartilhando da vida local até os dias de hoje. Desde o dia do seu nascimento, em 27 de junho de 1909, até este ano, foi um século que se passou de intensa vida.

Esta comemoração dos 100 anos do irmão foi uma ocasião de encontro espontâneo, com colorido humano, com demonstrações de amizade e espírito religioso, reunindo os irmãos de El Salvador. Foi um encontro organizado pelos irmãos, sendo que muitos dos quais não puderam participar por causa das distâncias e compromissos, mas estiveram presentes e próximos do homenageado com outras demonstrações de apreço e simpatia. No sentimento dos presentes podia-se ver a estima pelo irmão, a valorização de sua vocação marista e a missão comum que nos reunia com alegria. Houve realmente muita alegria e satisfação, mesmo daqueles que sentem que não chegarão aos 100 anos.

Se alguém solicitasse ao Ir. Goñi a receita dessa longevidade, ele talvez dissesse de ir à missa diariamente, e até a mais de uma, se for possível, de ir ao correio, de dar uma volta pela cidade de manhã e à tarde, de não deixar de visitar os amigos, para conservar as amizades. Diria ainda para que não se perdesse pelas ruas, não importando se estivesse em Los Cóbanos, em San Salvador ou em Miami, ou que não permanecesse muito tempo em um lugar, movendo-se sempre, ainda que com passos lentos, ou ainda que não deixasse de ler e escrever, publicando se tivesse a oportunidade. Mas, principalmente, de não ceder facilmente ao que dizem os outros, mantendo firme a fé e os princípios.

__________________
Ir. Tomas Arroyo Lozano

ANTERIOR

Escola São Marcelino Champagnat...

PRÓXIMO

O Ensino religioso na escola...