23 de setembro de 2005 SRI LANKA

Um projeto de reforma para os lugares maristas

Motivação inicial
<289.jpg alt= Sri Lanka ? 21.09.2005 hspace=5 vspace=5 align=right>A apresentação de um projeto de reforma para a casa de l?Hermitage e os demais lugares maristas concentrou a atenção dos trabalhos durante toda a manhã de hoje. A sessão começou com uma reflexão do irmão Seán sobre a audácia de Champagnat ao construir l?Hermitage. Entre outras coisas, ele disse que Marcelino era um sonhador e construía seus sonhos com as próprias mãos. L?Hermitage é uma concretização do que Marcelino pensou para o futuro. Esse lugar se converteu em um centro de peregrinação para muitos. É um lugar privilegiado! Toda a história do Instituto está viva e presente ali. Essa casa foi-se convertendo pouco a pouco no manancial de nossa história.
O projeto trata de espiritualidade e de renovação interior. Preocupa-nos a história, o custo do projeto e a utilidade para o que se pretende fazer. Que pensaria o Fundador se visse este projeto? Sem dúvida, desejaria que fosse um lugar onde os jovens despertassem para seu zelo apostólico. E, finalizando, o Superior Geral animou os irmãos dizendo: ?Olhemos para este projeto com um olhar e desejo de futuro!?.

Apresentação da origem do projeto e sua filosofia
O irmão Luís García Sobrado fez um breve resumo das etapas pelas quais o projeto passou, até chegar à versão atual. A casa de l?Hermitage, quase bicentenária, foi ?Casa mãe?, ?Casa geral?, ?Centro de formação, de retiro?, ?Casa provincial?… O irmão Basílio Rueda foi quem começou a gerir um acordo entre a Administração Geral e a Província francesa que administrava l?Hermitage. O atual projeto é fruto desse acordo.

Etapas de desenvolvimento do projeto
Junho de 2004 ? Reunião da comissão integrada por representantes da Província de l?Hermitage e da Administração Geral.
Janeiro de 2005 ? O Conselho Geral estuda o esboço do projeto elaborado pela comissão.
Abril de 2005 – Consulta aos Provinciais. Recebem-se as respostas dos Conselhos provinciais de: Amazônia, Brasil Centro-Sul, Canadá, China, Compostela, Cruzeiro do Sul, Europa Centro Oeste, Coréia e Rio Grande do Sul. Em datas posteriores, chegaram outras contribuições de diferentes Províncias.
Junho de 2005 ? Último antiprojeto.
Agosto de 2005 ? Estudo do Plano mestre pelo Conselho da Província de l?Hermitage com os irmãos Luís García Sobrado e Maurice Berquet, do Conselho Geral.
Setembro de 2005 ? Consulta à Conferência Geral.

Apresentação do projeto de obras e previsão de custos
O irmão Maurice Berquet apresentou o plano que contempla o conjunto de todas as construções de l?Hermitage: recepção, capela, espaços dedicados à acolhida, o Rochedo, a lavanderia e os anexos, a cozinha e a casa des Souces, que se encontra diante da entrada principal. O projeto também inclui reformas em La Valla, Rosey e Maisonnettes.
A renovação do conjunto das construções que compõem l?Hermitage não é algo estranho ao processo de reflexão empreendido já há alguns anos, no início do século XXI, sobre nosso carisma e nossa identidade.
Os objetivos do projeto são: encontrar, clarificar e apresentar a memória histórica do lugar; organizar os espaços em função dos diversos tipos de usuários; transformar o ?Itinerário Champagnat? em um espaço de alta qualidade espiritual; centralizar os serviços e, finalmente, assegurar a estrutura das construções.

A filosofia subjacente
A renovação de l?Hermitage não quer dizer colocar a casa em sintonia com as necessidades atuais. Com freqüência, temos a tendência de confundir ?ajustar? com ?adaptar?. Adaptar quer dizer harmonizar em função das necessidades de funcionamento e das necessidades culturais do momento, sem cuidar da questão da identidade, que poderia ser afetada ou diminuída. Por outro lado, adaptar é atualizar em todos os sentidos, mantendo a identidade, ou, ainda, tencionando mantê-la. Isso é particularmente verdadeiro no caso de l?Hermitage em função do peso simbólico e espiritual que têm essas construções para muitos irmãos.
Que seja um lugar aberto aos irmãos e leigos, que favoreça a realização de experiências formativas sobre o carisma de Marcelino. Apresentar a história não para fomentar a nostalgia de um passado distante, mas para que ajude a inspirar algo novo dentro do projeto institucional. Agradou a palavra ?itinerário? físico, que suscita a idéia de empreender um itinerário espiritual de crescimento.

Propostas do projeto e financiamento
Em l?Hermitage se propõe criar somente um acesso principal na fachada norte, por baixo da capela, para todos que cheguem a l?Hermitage. Cobrir com um telhado transparente a atual área central, para criar um grande espaço interior que sirva de ponto de encontro e de partida para todas as partes da casa. Situar a cozinha fora das construções históricas. Reformar a lavanderia e aumentá-la através de uma nova construção, transformando-a em refeitório e uni-lo aos espaços históricos através de um corredor. Agrupar os espaços comunitários de descanso, refeitório e capela no primeiro nível. Dedicar o primeiro piso exclusivamente ao circuito Champagnat.
Para acolher os visitantes, pensa-se em uma comunidade internacional e intercultural dedicada à acolhida e à animação. Porém, não seria a residência dos irmãos pesquisadores, como tem sido até hoje.
Em La Valla, a escola continuará funcionando onde está até agora. Os espaços do antigo internato, a capela e a construção realizada em 1822, ao lado da casa Bonaire, seriam reformados para espaços de acolhida e museu.
Em Marlhes, seriam melhorados os espaços de acolhida e de reunião já existentes, e, em Maisonnette, reforçar as estruturas.
A Província de l?Hermitage, consciente da responsabilidade de atender a uma casa da Província, se compromete a entrar com os dois terços dos gastos previstos no projeto. O outro terço ficaria sob a responsabilidade da Administração Geral e das Províncias.

Reflexão em grupos inter-regionais
Os irmãos refletiram sobre as seguintes questões: Com que aspectos do <289a.jpg alt= Sri Lanka ? 21.09.2005 >projeto me identifico? Que aspectos me preocupam? Que falta no projeto? Que pensam meu Conselho, os irmãos e os leigos da minha Província sobre esse projeto?
Foi destacado que o projeto é resultado de um estudo sério e profundo. Todos os grupos estão de acordo com o fato de que os princípios, nos quais se inspira o projeto, os entusiasmam. Alguns irmãos disseram que não sabem qual será a reação das suas Províncias. Outros acreditam que suas Províncias verão com simpatia essas melhoras realizadas em l?Hermitage. No entanto, será mais difícil motivar o seu uso. Chamou a atenção a todos os custos do projeto. As exigências, tanto econômicas como humanas, para formar a comunidade internacional, constituirão uma dificuldade para algumas Províncias. Se estas já têm agora dificuldade para contribuir com o fundo de solidariedade solicitado pelo XX Capítulo Geral, fazer novas doações será quase impossível. ?Nos admira, disse um grupo, que a Província de l?Hermitage possa contribuir com dois terços dos custos de execução do projeto, porém será um presente para as próximas gerações?. Houve também quem insinuasse a possibilidade de que na comunidade de acolhida haja leigos colaborando.

Tarde para organizar-se livremente
Dentro das previsões do horário da Conferência, foi deixada esta tarde sem atividade programada para todo o grupo. Porém, todos os irmãos preencheram sua agenda para esta tarde. O tempo livre será bem administrado.

ANTERIOR

Finanças e uso evangélico dos bens...

PRÓXIMO

Os caminhos da missão para o Instituto...