Vida do Irmão Francisco

1808 – 1881
Gabriel Rivat (Irmão Francisco) nasceu a 12 de março de 1808, em Maisonnettes, povoado de La Valla-en-Giers (França).

Na família, a recitação do terço era cotidiana; quando Gabriel atingiu cinco anos de idade, a mãe o consagrou à Virgem Maria, numa peregrinação a Valfleury. Marcelino Champagnat chegou em La Valla em 1816. Gabriel tinha 8 anos, mas era dos primeiros a assistir ao catecismo matinal do coadjutor. Aos 10 anos, recebeu a primeira Comunhão, que o marcou para a vida. Três semanas depois, pediu para juntar-se à nova comunidade, que Marcelino Champagnat acabava de fundar, a 2 de janeiro de 1817. Gabriel era muito jovem, mas sua fidelidade desconhecia falhas. Em 1826, aos 18 anos, emitiu os votos perpétuos; irradiava tal alegria que Marcelino lhe disse: «Invejo-lhe a felicidade!».

Iniciou a carreira do magistério com 12 anos de idade: de manhã, se encarregava da cozinha da comunidade e dos alunos semi-internos; de tarde, ensinava a Leitura, o Catecismo e as Orações aos mais retardados. Em breve foi nomeado diretor de escola. Mas Marcelino lhe observava as qualidades, chamou-o perto de si: será o homem de sua confiança, seu secretário e enfermeiro da casa. Nessas tarefas demonstrou grandes aptidões: cuidava dos doentes valendo-se de ervas, que recolhia ou cultivava; aconselhava os doentes, rezava com eles e, muitas vezes, obtinha curas inesperadas. Em 1839, as forças de Marcelino declinavam e pediu aos Irmãos que elegessem seu sucessor; o Irmão Francisco foi o escolhido.

Quando Marcelino morreu, a 6 de junho de 1840, Francisco se decidiu a ser «a imagem viva do Fundador», e pediu aos Irmãos que também o revivessem na sua vida. Durante 20 anos foi Superior-Geral dos Irmãos Maristas. Herdou de Marcelino uma Congregação de 280 membros, entregou-a ao Ir. Luís Maria, seu sucessor, com mais de 2000 Irmãos. A partir de 1860, esteve em l´Hermitage, o santuário marista construído por Marcelino. Superior da casa, era para todos modelo de oração e de vida interior. Ao voltar da Comunhão, o sorriso iluminava-lhe o rosto, expressando a alegria de receber o Senhor.

A 22 de janeiro de 1881 faleceu, de joelhos, ao recitar o Ângelus. Toda a vizinhança dizia: «Morreu o santo».

O Irmão Francisco é Venerável. Esse título reconhece que praticou as virtudes cristãs de maneira exemplar, com generosidade e constância. Portanto, é modelo de vida cristã e marista.

O processo de beatificação, para que possa ser aberto, necessita de um milagre. Todos somos responsáveis em pedir esse milagre; todos podemos dirigir-nos ao Irmão Francisco para obter sua intercessão e tornar-nos seus amigos e imitadores na vida cotidiana.